Investigar antes de rotular
Nem todo esquecimento é demência: depressão, alterações da tireoide, deficiências vitamínicas e efeitos de medicamentos também afetam a memória, e são tratáveis. A avaliação cognitiva separa o que é o quê.
O nome que escapa, a panela no fogo, a pergunta repetida: quando a memória preocupa, seja a sua ou a de quem você ama, o pior caminho é a resignação. Investigar cedo faz diferença: algumas causas são tratáveis, e mesmo nas demências o diagnóstico precoce muda o cuidado.
Nem todo esquecimento é demência: depressão, alterações da tireoide, deficiências vitamínicas e efeitos de medicamentos também afetam a memória, e são tratáveis. A avaliação cognitiva separa o que é o quê.
Quando o diagnóstico de Alzheimer ou de outra demência chega, ele vem explicado: o que significa, o que esperar de cada fase e o que dá para fazer agora, em linguagem que o paciente e a família entendem.
Medicação quando indicada, estímulo cognitivo, sono, comportamento, segurança em casa: o plano combina o que a ciência oferece com o que a rotina daquela família consegue sustentar.
Cuidar de quem tem demência é maratona, não corrida. Familiares e cuidadores recebem orientação prática e espaço para as próprias dúvidas, inclusive nas visitas domiciliares, quando sair de casa já é difícil.
Conteúdo informativo. Diagnóstico e conduta são sempre definidos em consulta, de forma individualizada.
Quando surgem alterações de memória ou o diagnóstico de uma síndrome demencial, toda a família passa a viver uma nova realidade. Além do acompanhamento médico, oriento familiares e cuidadores para que cada decisão seja tomada com tranquilidade, respeito e segurança. O cuidado também precisa alcançar quem cuida.
Se a memória preocupa, seja a sua ou a de alguém da família, vamos conversar. Quanto antes, mais dá para fazer.
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